O que é amor?

A maioria das pessoas busca a segurança de amar e ser amado. Mas, o que é este amor que tanto se busca e se fala a respeito? 

Muitos buscam pertencer a outro ou ser alimentado psicologicamente e emocionalmente pelo outro. Depender do outro para ter soluções, para ser validado em suas ações. O que tudo isso acarreta? Ansiedade, revolta, medo, contrariedades, ciúme, culpa, comparações, julgamentos, etc.

O amor que aprendemos neste mundo, ainda não é o amor que cuida do outro com gentileza e ternura. Neste mundo caótico não existe amor, porque prazer e desejo são as prioridades.

Onde existe medo, não há amor. O amor não tem consonância com o desejo e o prazer.

Sexo não é amor. Desejo não é amor. Posse não é amor. Adorar alguém não é amor. Amar a família e excluir o outro, não é amor. Medo não é amor. Dependência não é amor. Ciúme não é amor. Possessividade e dominação não são amor. Responsabilidade e dever não são amor. Autopiedade não é amor. O desespero de não ser amado não é amor. O amor não tem oposto. O amor não tem conflito. O amor não exclui ninguém, ele acolhe, integra. Amor não é um padrão aprendido na cultura que vivemos.

Na verdade, amar alguém é amar sem ódio, sem ciúmes, sem raiva, sem interferir no que a pessoa está pensando e fazendo; sem julgamentos, sem condenar, sem comparar.

O amor é unidade e não dualidade.

Não há nenhum significado para a vida diária, sem amor. O amor está dentro de nós. A beleza está dentro de nós. Não podemos amar, se não houver beleza interior. Só há beleza quando o coração e a mente conhecem o amor, que é a capacidade de se elevar acima do pensamento. Uma dimensão dentro de nós que é muito maior que o pensamento.

Então, qual é o significado da vida? O que significa viver nesta escola chamada Terra? 

O amor começa em você. Dentro de você. Quando você se vê com o coração e não com a mente. Quando você vê o outro da mesma forma, então você tem a chave que faz desaparecer qualquer tristeza, angústia, conflito…

  • Vamos continuar repetindo padrões aprendidos, reagindo a tudo e a todos, sem qualquer consciência?
  • Vamos nos revoltar com nossos pais, culpá-los de nossa incompetência sem qualquer ação para nos melhorar?
  • Até quando vamos continuar como vítimas de nossos pais, de nosso país, de nossa cultura?
  • Até quando vamos continuar presos aos condicionamentos que sofremos durante nossa vida?
  • Até quando, vamos responder às questões da vida com nossas estruturas infantis? 

É hora de crescer.  É hora de assumir a responsabilidade por nossa vida e reescrever nossa história. Não importa nosso passado. De nada importa o que sofremos em nossa infância. Não importam as experiências traumáticas que vivemos. Tudo isso já passou.

O que verdadeiramente importa, é o hoje, o presente.

O que você vai fazer da sua vida? Vai continuar reclamando e se vitimizando? Vai buscar somente o sucesso material ou vai além?

Estamos vivendo uma experiência material, mas somos muito mais que esses corpos materiais. Os corpos físico-etérico, emocional e mental pertencem à vida material. Eles necessitam de nosso trabalho interno para serem alinhados.

Necessitamos transcender os níveis materiais para alçar novas dimensões, novas energias, nossa intuição, nosso mental superior e nossa alma.

Devemos trabalhar nosso eu interno para conquistar níveis mais profundos de consciência, pois quando morremos, levamos apenas o nível de consciência alcançado. Nada mais.  

Para elevar nosso nível de consciência, precisamos viver neste mundo, sem ser do mundo, sem apegos. Cumprir nossas tarefas materiais, com disciplina, mas viver as experiências com nossa alma, no comando, conscientemente, no presente. Essencialmente, transcender nossos níveis inferiores e aprender a amar com sabedoria.

Anete L. Blefari
anete@sermelhorepleno.com.br
www.sermelhorepleno.com.br

Referência:

Documentário EARTHLINGS 2 | TERRÁQUEOS 2 – Cósmico, mente, corpo, coração e alma