O medo como doença psicológica

O medo psicológico se apresenta de várias maneiras, tais como: agitação, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, pavor, fobia, etc.

A doença psicológica do medo não está ligada a algum perigo imediato concreto e real. Esse medo se origina de algo que pode vir a acontecer, mas não do que está acontecendo no presente. Sua mente está no futuro e você está no presente. Não conseguimos lidar com o futuro, que é apenas uma projeção mental.

Se estamos identificados com a mente, o ego está no comando de nossas vidas. O ego se vê sob permanente ameaça, é inseguro e vulnerável. Uma emoção é o efeito da mente no corpo.

Que mensagem o ego está enviando constantemente para o corpo?

– Perigo, estou sob ameaça.

A emoção gerada por essa mensagem constante é medo.

O medo pode ter muitas causas, o medo de perder, falhar, nos ferirmos, etc.

Todos os medos têm como raiz o medo que o ego tem da morte e da destruição. O medo da morte prejudica cada aspecto da nossa vida.

Quando a pessoa está identificada com a mente tem como seu companheiro constante o medo. Ela está desconectada do seu verdadeiro poder, o eu profundo no Ser.

Poucas pessoas conseguiram ir além da mente, portanto, todas as outras pessoas vivem num estado constante de medo. O que varia é o grau de intensidade.

O medo flutua entre a ansiedade e o pavor. Muitas pessoas ficam conscientes desse estado, quando o medo assume sua forma mais aguda.

 O ego busca plenitude

Outro item do sofrimento emocional é uma sensação profunda de falta, de não se sentir pleno, completo. Quando a pessoa está consciente, sente uma sensação de que não é boa o suficiente ou não é respeitada. Quando inconsciente, a pessoa sente um anseio, uma necessidade ou carência intensa. Conscientes ou não, as pessoas podem buscar compulsivamente alguma forma de gratificar o ego e preencher o buraco que sentem. Dessa forma, esforçam-se em possuir propriedades, poder, sucesso, dinheiro, reconhecimento ou um relacionamento especial, para se sentirem satisfeitas e plenas.  Porém, isso não acontece, elas continuam com o buraco que não tem fundo.

“Enquanto o ego dirige a nossa vida, não conseguimos nos sentir à vontade, em paz ou completos, exceto por breves períodos, quando acabamos de ter um desejo satisfeito.”  Eckhart Tolle.

 

Anete L. Blefari
anete@sermelhorepleno.com.br
www.sermelhorepleno.com.br

 

Referência:

TOLLE, Eckhart – O Poder do Agora: um guia para a iluminação espiritual- RJ – Sextante, 2002.



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