O espelho reflete o que você projeta

Olhe para si mesmo. Você saberia dizer como seus comportamentos e crenças afetam os outros? Você reconhece que sua maneira de se comunicar causa reações nos outros?

A tendência é colocar a culpa no outro e não ver os próprios padrões se repetindo. Por exemplo, quando você se relaciona com pessoas dependentes e carentes, acha que a culpa é da outra pessoa que não consegue caminhar sozinha? Quando se sente triste e solitário, consegue ver o seu padrão de rejeição que desagrada o outro? Quando sente seu vazio interior, consegue se perceber fazendo tantas exigências que acaba afastando o outro?

Se você vive de forma automática, acabará criando decepções e frustrações até que possa se autoconscientizar e se libertar dos padrões inconscientes.

Muitas pessoas sentem falta de amor e atenção e acham que ninguém se interessa por elas, porém não percebem que transmitem a mensagem de que “alguém deve me salvar”, o que faz com que os outros se afastem. Muitas vezes, a mensagem é “não sou digno de amor, preciso de sua aprovação e atenção para me sentir melhor” e, consequentemente, afastam as pessoas que acabam por não confiar nelas. Ou a mensagem é “não confio em você e você não vai se aproveitar de mim.” Quando há desconfiança, o relacionamento é através de controles e manipulações. Dessa forma, não conseguirá confiar e ver o temor de ser invadido/violado e o comportamento será o de defender-se um do outro. O que você vê no espelho? Alguém que quer invadi-lo e tirar a sua liberdade?

Quando somos rejeitados, costumamos sentir muita pena de nós mesmos e não percebemos que, ainda, não curamos nossas feridas emocionais de humilhação e abandono. Aproximamos das pessoas como mendigos, com a energia da criança emocional que busca aprovação e amor incondicionais da mamãe. Então, qual é o problema em todos esses exemplos? O fato é que as pessoas vivem seus padrões inconscientes e não percebem.

A vida sempre nos trará conexões com pessoas (espelhos) para nos mostrar aquilo que precisamos enxergar em nós. E quais as consequências desses comportamentos inconscientes? Costumamos ficar com raiva, culpar o outro e nos sentir como vítimas e injustiçados. Esse ciclo vicioso nos traz mais frustração e amargura. É a nossa criança emocional, nessas situações, agindo inconscientemente. Como a mensagem continua sendo sempre a mesma, recebemos sempre a mesma reação/consequência.

Reflita com estas perguntas:

– que reações as pessoas e a vida estão me dando?

– que mensagens estou transmitindo que provocam essas reações?

– qual a ferida que está por trás dessas mensagens?

Liberte-se desses padrões automáticos da criança emocional, baseados no medo e na desconfiança. Reconheça os padrões de sua criança emocional, como ela pensa, como se sente e se comporta.

O que recebemos como reflexos, em nossos relacionamentos, que são nossos espelhos, é uma grande oportunidade para o autoconhecimento.  Seja receptivo e disponha-se a mudar os comportamentos automáticos. Amadureça emocionalmente e se relacione de forma adulta.

 

Referência: O Amor não é um jogo de criança – Krishnananda

 

Anete L. Blefari
anete@sermelhorepleno.com.br
www.sermelhorepleno.com.br



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