O que você está disposto a pagar para ser livre?

Libertar-se não é ficar livre da mente ou da matriz que limita. Libertar-se significa a não identificação com a mente. Você livre no jogo da vida, vivendo as experiências plenamente, aceitando o que é, sem qualquer medo.

O que nos aprisiona é ter a mente e os sentidos como mestres e, continuamente, criamos sofrimento para nós mesmos. Os desejos e a antipatia nos aprisionam na matriz do pensamento.

A grande maioria das pessoas pensa que é livre, consciente e desperta. Se você crê que está desperto, porque trabalha, incessantemente, para ser o que você já é?

Como condição para o despertar, há a necessidade de aceitar-se como você está, adormecido e vivendo na matriz da mente, prisioneiro de desejos e pensamentos.

Examine-se, honestamente, e responda:

você é capaz de se livrar de seus padrões repetitivos, se quiser?

Você é capaz de se libertar da forma de vida mecanizada?

Você enfrenta sua dor e não foge em busca de prazer?

Você é viciado em alguns alimentos, atividades e passatempos?

Você está, frequentemente, julgando, culpando, criticando a si mesmo e aos outros?

Você é realizado e consegue ficar em silêncio, ou busca, incessantemente, alguma atividade, ação ou estímulo?

Você se preocupa com o que as pessoas vão pensar sobre você?

Busca aprovação, validação e afirmações positivas?

Quando você quer algo, cria algum mecanismo de sabotagem?

Saiba que quando você observa sua maneira mecânica de viver, você se torna mais consciente e começa a reconhecer a profundidade do problema.

Aceite que você está completamente adormecido, vivendo como em um sonho.

O que você está disposto a pagar para se libertar?

Esteja ciente do preço a pagar. Quando você muda internamente, as coisas mudam ao seu redor. Você está preparado para essa grande mudança?

Seus padrões antigos e sua antiga maneira de ser devem morrer para o novo tomar forma.

Qual o primeiro passo?

– É perceber que você está identificado com sua mente, com a máscara, o eu pequeno (ego).

A consciência deve despertar para essa verdade e sair do estado de sono. Uma parte de você conhece a verdade: sua essência (alma).

A mente é inquieta, nos distrai e nos estimula a consumir cada vez mais e a prestar atenção no externo. Quando julgamos alguém ou quando classificamos algo de bom ou ruim, estamos sendo comandados pela matriz da mente. São os pensamentos patológicos que acontecem na vida cotidiana. Nossa essência divina está escravizada quando se identifica com a estrutura limitada do eu. A grande sabedoria de quem somos, verdadeiramente, está em nosso interior.

Krishnamurti disse: “ Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade profundamente doente.”

Essa identificação com a mente egóica é a doença. A cura é o despertar (Samadhi); aprender a sabedoria da autoentrega.

Como é possível realizar o verdadeiro ser? Quando olharmos para o véu da ilusão (Maya) e abandonarmos o eu ilusório.

Fonte: *Samadhi filme, 2017 – parte 1 – Maya, a ilusão do self

*Samadhi é a unidade com o Espírito, é o estado mais elevado o qual se consegue através da meditação prolongada e profunda. Samadhi é a expansão da alma no Espírito. Consiste em retirar a mente dos sentidos para unificá-la ao Espírito. Consiste em dissolver a bolha do ego no oceano do Espírito.

 

Anete L. Blefari
anete@sermelhorepleno.com.br
www.sermelhorepleno.com.br

 

 

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