Não consigo encontrar ninguém pra me relacionar afetivamente.

Essa é uma queixa muito comum de homens e mulheres, que não entendem o porquê de não encontrarem alguém para compartilhar a vida. Vamos observar que as causas podem ser das mais variadas, e que cada pessoa é um indivíduo único, com suas lições únicas para aprender. Muitas pessoas acabam até desistindo e acreditando que não são merecedoras de encontrar alguém compatível para se relacionar.

Primeiro, vamos perceber que nesta afirmação há uma crença distorcida, pois a pessoa acredita que não é capaz de encontrar alguém para se relacionar. O que está por detrás dessa crença? Há uma descrença em si mesmo e no fundo a pessoa acredita não ser merecedora de amor, ou que nunca alguém vai amá-la.

Essas crenças se formam desde a mais tenra idade, na infância, mas os pais e as pessoas significativas não são as responsáveis por isso. São sentimentos da criança emocional, que fazem parte do padrão energético da pessoa. Com as experiências, a criança vai internalizando esse padrão distorcido e, assim, constituindo o seu sistema de crenças. Esse sistema de crenças vai determinando o tipo de experiências que ela vai criando e atraindo em sua vida.

Citando a lei de atração, quando acreditamos em algo como essa crença, emitimos energias que retornam para nós mesmos e que a confirmam como verdade. A cada vez que pensamos, alimentamos esse ciclo vicioso e acabamos tendo a certeza de que não encontraremos alguém para compartilhar nossa vida afetiva. E como corrigir isso? Como mudar essa crença distorcida para uma crença saudável? No meu trabalho, como psicoterapeuta, costumo explicar que a pessoa deve voltar todo o foco para si mesma e trabalhar o conjunto de suas crenças, pensamentos e sentimentos, para que possa mudar o seu padrão energético.

Há pessoas que trazem algum sentimento de amor do passado e se encontram presas na lembrança de determinada experiência amorosa, feliz ou infeliz, de um passado recente ou de um passado mais remoto. Enquanto não se desligar desse sentimento, não conseguirá emitir novos sinais energéticos, para conseguir alguém diferente daquela pessoa a quem se encontra presa. Com esse sentimento de amor, que traz do passado, a pessoa vai emitindo pensamentos e criando experiências que confirmam a sua crença de que não consegue ninguém mesmo. Então, toda pessoa que se aproximar dela e não corresponder ao padrão emitido, não será reconhecida como uma possibilidade para um relacionamento amoroso. Ou a pessoa, com a emissão do velho padrão, acaba atraindo sempre aquilo que não deseja.

Em um processo de psicoterapia, ajudo a pessoa a se libertar de toda experiência negativa que traz em sua vida atual: traumas, medos, angústia, etc. Depois, trabalho o sistema de crenças e a energia que gerou as crenças. Dessa forma, a pessoa vai se reprogramando com crenças positivas, para criar um novo padrão energético de atração e atingir uma nova frequência.

Para se conseguir alguém com as virtudes e características que se deseja, há de se alterar o padrão energético, para alcançar uma nova frequência. Para alterar o padrão energético e acessar uma nova frequência, a pessoa deve olhar, honestamente, para si mesma e mudar tudo que for diferente do novo padrão e da frequência desejada. Nessa mudança, estão os pensamentos negativos, emoções negativas, crenças distorcidas e sentimentos inferiores com relação à própria vida e às pessoas em geral.

Uma abordagem que pode acelerar muito a consciência dessas crenças e padrões é a regressão terapêutica, que é um procedimento da psicoterapia reencarnacionista. A pessoa disposta a descobrir seus padrões repetitivos, coloca-se aberta ao acesso de memórias de vidas passadas.

Um exemplo disso, é o caso de um rapaz que encontrou a causa de sua descrença no amor, em algumas vidas passadas. Nesta vida atual, ele conservava os mesmos sentimentos de amor que nutriu, no passado, por uma determinada mulher.

Ele acessou duas vidas passadas em que esteve se relacionando com a mesma mulher. Na primeira memória acessada, ele era bem sucedido e foi assassinado ainda jovem, deixando a pessoa amada. Quando foi levado ao plano astral ficou com o sentimento de perda, a lembrança daquele amor e o desejo de encontrá-la.

Na segunda memória, ele se viu casado com a mesma mulher e ela morreu jovem, vítima de uma doença grave. Naquela vida, ele ficou sozinho, preso naquele amor, com sentimentos depressivos, de dor, de solidão, de perda e sentimentos de amor por ela, até falecer. Quando foi para o plano astral, buscou-a incessantemente. Em um determinado momento, seu guia espiritual foi bastante objetivo com ele. Disse-lhe que ela estava bem, em outro lugar, atendendo às necessidades dela de evolução, e que ela não correspondia, da mesma forma, aos sentimentos dele. Conclusão, eles não se encontraram e ele teve a certeza de que ela não o amava, pelo menos da mesma forma como ele a amava. Na vida atual, antes da regressão, ele repetia aqueles sentimentos de amor e de busca por ela.

Recebeu a orientação para não ficar preso na lembrança daquele sentimento de amor, nem na expectativa de encontrá-la. Foi orientado para não ficar procurando-a como se fosse um destino, e que há outras maneiras de evoluir e de ter alguém diferente daquela pessoa. Foi uma grande libertação para ele, com a consciência da origem daqueles sentimentos, que deixaram de fazer parte de sua vida atual, pois foi desligado daquelas duas vidas acessadas e, portanto, daquela sintonia.

Muita vezes não conseguimos entender determinadas situações e sentimentos, mas com a ajuda adequada, podemos nos libertar de padrões distorcidos, sintonias inadequadas e de bloqueios do passado.

 
Anete L. Blefari
Psicoterapeuta Holística e Master Coach
anete@institutoessencial.com
www.institutoessencial.com

No Comments

Post A Comment