Criamos as próprias experiências

Sim, mesmo que você não aceite e não acredite, somos os próprios criadores de nossas experiências. Somos os causadores de nossos resultados.

As experiências são o resultado de nossas tendências, pensamentos, palavras e ações. Sempre há um pensamento que origina todo o processo. De princípio, pensamos.  O pensamento inicial, mesmo que não se tenha consciência dele, é o que disparará o impulso para a ação. No momento em que se tem um pensamento, desprovido de ação, ele permanece gravado no corpo mental. Quando os estímulos do ambiente e de nossas tendências o acionam, ele se manifesta em forma de ação ou reação. Quando repetimos a mesma ação, criamos um padrão em nossas células, que vão reproduzir, automaticamente, as mesmas experiências. Dessa forma, manifestam-se as compulsões, que são padrões que nos impulsionam a agir como um autômato. Quando os gatilhos mentais e emocionais são acionados, pelo ambiente e de sua companhia, estes disparam os padrões latentes. Em um momento de fraqueza, ninguém está livre de ceder aos estímulos.

Desde que nascemos, trazemos todos os desejos e hábitos do passado, que estão gravados nas células cerebrais. Aquele que não se liberta das compulsões, torna-se escravo desses hábitos e impulsos perdendo a confiança em si mesmo.

Estamos cercados de seduções que nublam a razão, o raciocínio.  Uma pessoa pode, naturalmente, escolher ser boa ou má, mas, frequentemente, os comportamentos e hábitos nocivos têm suas causas no passado ou em ações após o nascimento. Sofremos as consequências e os efeitos de nossos erros físicos, mentais, morais ou espirituais, desta vida ou de vidas passadas. É muito difícil escapar dos efeitos de nossos erros, pois eles permanecem gravados em nossa mente, como sementes de tendências, esperando apenas o momento propício para se manifestarem.

Quanto mais inconscientes estamos de nossos pensamentos e tendências, mais ilusões criamos e distorcemos a realidade. E assim, renunciamos ao nosso livre arbítrio. Ficamos bloqueados, repetindo as mesmas experiências e obtendo os mesmos resultados, em um ciclo vicioso.

“O homem cede à tentação por causa da ilusão de que ela lhe trará felicidade”.  Yogananda

É muito fácil sucumbir às tentações quando se é escravizado pelos desejos sensuais, pela ganância, pelo excesso de comida, bebida, ira e outros abusos em geral. O desejo de se ter um prazer momentâneo conduz a pessoa a ignorar as consequências danosas, para si mesma.

E como se libertar das ilusões?

Quando tomamos consciência de nossos pensamentos e tendências, damos o primeiro passo para, verdadeiramente, fazer uso de nosso livre arbítrio.

Através do autocontrole, podemos vencer as compulsões.

Recomendações:

Torne-se consciente de seus pensamentos. Sempre que vier um pensamento que não o conduz ao comportamento correto almejado, deixe-o ir, sem apego. Apenas observe-o e deixe-o ir. Quanto mais você estiver presente em si mesmo, se autopercebendo, mais autoeficácia você adquire para vencer o processo obsessivo. Quanto mais autoeficácia você adquire, mais você aumenta a autoconfiança e, consequentemente, a autoestima.

Recorde-se de sua natureza espiritual, de seu verdadeiro EU, para poder se libertar das amarras, sejam físicas, mentais, emocionais ou espirituais. A consciência de si mesmo, como um ser espiritual, possibilita o acesso ao seu poder interno para superar os desejos compulsivos.

Pratique estar presente em seus processos internos. A cada instante, perceba-se. Como está respirando, de forma ansiosa ou livre?  O que está pensando e sentindo?  Faça uso de seu livre arbítrio e corrija, se necessário.

Quando nos conscientizamos que temos poder para utilizar a liberdade de escolha, superamos qualquer barreira.

Desenvolva o autocontrole, seja livre para fazer as escolhas entre o que é certo ou errado, para você.

Tenha paciência e caminhe com determinação ao seu alvo.

Muita luz, paz e amor em sua caminhada.

Anete L. Blefari
anete@sermelhorepleno.com.br
www.sermelhorepleno.com.br

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